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Alexa, a inteligência virtual da Amazon

A Amazon lançou recentemente a sua mais nova aposta para entrar e conquistar de uma vez por todas os brasileiros. A poderosa loja varejista anunciou o lançamento da Alexa, sua assistente virtual por voz, e da sua linha de alto-falantes Echo, já no no idioma português brasileiro. Com essa novidade, o que pode mudar na vida dos consumidores brasileiros? Vamos descobrir. 

Como essa novidade afeta os brasileiros?

Essa inovação tecnológica pode mudar muitos dos hábitos de consumo e compras online. Além disso, pode provocar mudanças, consideráveis, na forma como os usuários ouvem música, acompanham notícias ou, até mesmo, pedem comida por meio de aplicativos. Com essas novidades,, a empresa americana se faz muito mais presente na rotina do consumidor brasileiro e se torna um destino mais buscado para as compras online.

A curto prazo, o Alexa, provavelmente, não deve impactar de maneira considerável o cenário do varejo brasileiro. A operação online, em solo brasileiro, da Amazon ainda é mínima quando comparada a varejistas de peso como Magazine Luiza, Via Varejo ou B2W

E mais, as vendas pela internet no Brasil simbolizam menos de 5% do varejo. Mesmo assim, esse lançamento pode e vai impulsionar o impacto da Amazon no mercado brasileiro. 

Afinal, o que é a Alexa?

A Alexa é um completo sistema multitarefas e possui mais de 90.000 “habilidades” que vão de tocar uma música a fazer um pedido através de um aplicativo no celular. Comprar é apenas mais uma das habilidades desse sistema, e, a depender do usuário, pode não ser a mais popular. 

AI

Somente 2% das pessoas que utilizam a Alexa já compraram algo usando a assistente, segundo uma reportagem de 2018 do site americano The Information (https://www.theinformation.com/articles/the-reality-behind-voice-shopping-hype) que cita pessoas próximas à empresa. Dentre esse percentual, 90% fizeram uma única compra com a assistente e nunca mais usaram a tecnologia para isso. 

A mesma reportagem ainda sinaliza que 20% dos usuários usaram a Alexa para questionar a situação do pedido que fizeram, com o objetivo de acompanhar compras feitas por meio de outros aparelhos. Este uso é, no mínimo curioso, mas, isso não significa que será responsável por proporcionar o crescimento das vendas no varejo.

Como as grandes marcas pretendem usar essa tecnologia?

A assistente virtual Alexa já possui aproximadamente 300 aplicações, considerando as mais variadas parcerias com empresas de diferentes setores. Prova disso são as lâmpadas da Positivo, televisões da  marca LG, os alto-falantes da Bose e os famosos fones de ouvido da JBL, visto que todos esses produtos representam alguns exemplos compatíveis com a nova tecnologia. Além disso, em parceria com o escritor Maurício de Souza, a Alexa também terá histórias exclusivas da Turma da Mônica.

Algumas outras marcas como Bradesco, TIM Cinemark, Itaú, iFood, Lego, Nestlé, Latam, Uber e Unilever também serão capazes de vincular os seus produtos e serviços à assistente da Amazon.

 Alguns deles ainda terão descontos especiais para os consumidores que comprovarem assinar o programa Amazon Prime da empresa. 

Em uma estratégia de publicidade, aproveitando a popularização da assistente virtual, a Nestlé desenvolveu três habilidades para o gadget. 

A chamada “Baby & Me” vai possibilitar que os clientes confiram algumas dicas sobre o universo infantil. Já a “Ninho Rotinas” oferecerá aos pais a oportunidade de escolherem opções de entretenimento e, até mesmo, canções de ninar para a criançada; e, por último, a opção “Meu Café” falará sobre origens, fatos, curiosidades e receitas do café.

Dentre as empresas que apostam nessa tecnologia, não tinha como deixar de fora a Ifood. Por ser uma marca que interage constantemente com seus consumidores, o aplicativo de entregas promete aproveitar a assistente para proporcionar uma maior comunicação e interação com os usuários de seus serviços.